segunda-feira, 5 de abril de 2010

Qual vida te interessa?

As preocupações que afligem as pessoas, em relação a vidas que não são as suas e que a elas não pertencem, juntamente com os livros de cronicas de Caio Fernando Abreu, me fez pensar em um concelho:
É chegado o momento de um surto de loucura, de ter um dia de louco. Oras porque?
Loucos Olham apenas para si, seus olhos são voltados para dentro, eles escutam vozes que existem apenas em suas cabeças, vêem coisas as quais só a seus olhos pertênce tão somente e exclusivamente a "eles" que são o centro de suas próprias vidas, até mesmo seus amigos são imaginários.
Apenas os loucos possuem olhos que passam a impressão de transpassar, a parede ocular do ser observado, um olhar insano, mais sábio, porque a única coisas que disperta o interesse de um louco, em uma outra pessoa é: " um par de órgãos gelatinoso situados entre a testa e o nariz*".
Talvez depois de um dia como louco, coloque a prova a sua própria sanidade, e você se pegue escolhendo o que realmente deseja ser, pode parecer cliché: "Mais não é possível, viver e ser normal ao mesmo tempo".

*Citação de Caio Fernando Abreu, extraído da cronica "Uma história de borboletas".

segunda-feira, 15 de março de 2010

terça-feira, 9 de março de 2010


" Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."


( Fernando Pessoa )

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

" Eu queria ser poeta…
Conhecer o ofício de recolher palavras.
Realizar a proeza de desvendar os silêncios.
E descobrir o que o outro fala. Mesmo quando ele não diz.

Eu queria ser amigo dos versos…
Possuir as asas que à inspiração pertencem.
E alcançar a palavra que possa ser a tradução do amor que sinto por você.

Mas do poeta eu só possuo os óculos,
Óculos são instrumentos que ampliam a visão.
O amor também.

E já que não sou poeta,
O amor é o que me resta.

" Desde quando a vida me permitiu conhecer você,
Tenho experimentado a beleza do significado da amizade.
Quando nossos caminhos se encontraram, foi amizade à primeira vista.
Depois daquele encontro, meu mundo ficou mais bonito.

Sua presença quando os dias eram difíceis…
Quando pensei que felicidade era coisa de outro mundo.
Sua palavra me convenceu de que eu deveria continuar.

Suas alegrias despertando minhas alegrias…
Suas risadas me fazendo rir também.
Nossas madrugadas de conversas…
Vida dividida nas pequenas coisas.
Costura do tempo nos aproximando sempre mais."

Mas quando surgiram nossas diferenças…
Quando descobrimos nossos maiores defeitos…
Manifestações de protesto, crises nervosas, discursos desaforados…
A promessa de que iria embora definitivamente da sua vida…
E de que nunca mais voltaria a pronunciar seu nome.

Mas depois a saudade.
A ausência mensurada.
O arrependimento, o pedido de perdão…
E o aprendizado de que quanto mais a gente ama…
Muito mais a gente precisa perdoar.

O amor é o motivo do perdão.
E o perdão é a continuidade do amor.
Obrigado por ter me ajudado a entender isso.
Estar ao seu lado é sempre motivo de festa…

Quando estamos juntos a vida ganha um significado diferente.
Retiramos o dia comum do calendário, e o transformamos em feriado.
Extraímos felicidade das coisas mais simples.
E multiplicamos a graça de cada instante…

Eu não sei dizer quem eu sou, sem que me recorde de você.
Se da minha vida eu sou o sujeito, você é um adjetivo.
Você me empresta qualidade.
Você me devolve quando sou roubado.
Você me encontra quando estou perdido.

Pode ser que um dia a gente venha a se perder nas distâncias desse mundo.
Pode ser que um dia a gente se separe.
Nem sempre a vida respeita o que a gente quer.

Mas uma coisa é certa,
Se pela força da distância você se ausentar,
Pelo poder que há na saudade você há de voltar.

Mesmo que o tempo passe, você fique velhinho.
E viva aquela fase: põe meu amigo no sol, tira meu amigo do sol…
Mesmo que você perca toda a sua utilidade.
Dentro de mim, você continuará tendo significado.
E haverá sempre um lugar reservado em minha casa para você chegar quando quiser.

Eu não gostaria que a morte nos alcançasse sem antes poder lhe dizer…
Que nas miudezas dos meus dias que passam,
Você é um grande acontecimento que permanece.

Amar é um recurso humano, que nos faz eternos.
Recolhe e resguarda e não deixa morrer.
Retira da mira do tempo.
E aconchega a pessoa amada na certeza: Você não vai passar!

Hoje, neste dia em que a vida nos permitiu um encontro nestas páginas,
Neste instante em que seus olhos se ocupam das palavras que meu coração resolveu improvisar,
Eu gostaria de lhe agradecer pelas inúmeras vezes em que você me enxergou melhor que eu.
Pela sua capacidade de me olhar devagar,
Já que nesta vida muita gente já me olhou depressa demais.

Eu que nem sempre soube acertar,
Aprendi com você que arrependimento é bem melhor do que culpa.
Obrigado por você não ter desistido de mim.
Obrigado pelo sou dom de multiplicar o que sou e o que posso.

Eu, que na solidão dos meus dias sou tentado a pensar pequeno,
Quando o encontro sou sempre surpreendido com seu poder,
De me fazer ver o mundo com as mesmas lentes dos poetas.
Obrigado hoje e sempre.

O que nos torna amigos é a capacidade de sermos muitos,
Mesmo quando somos dois."

Esse é um poema do Pe. Fábio de Melo, eu destribui vários trechos dele para meus amigos hoje, porque de poeta eu não tenho nem os óculos ^^

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009




Um abraço, ou "o"


Eu terminei de assistir a um DVD, e estava na dúvida entre tomar um banho e ir dormir, internet e ver TV. A principio eu ia era dormir, até porque eu tinha que estar cansada, mais só o meu corpo reclamava, porque a minha mente estava a mil, e meu coração agitado, meio preocupado, como nenhum desses três quase nunca estão em sintonia e minha mente sempre - hoje muito mais - consegue se sobressair sempre, eu decidi optar por ela. Depois eu escolhi a TV, estava cedo ainda e eu tinha esperança de assistir o Jô, quando liguei a TV, estava passando o final de “A procura da felicidade", e o personagem de Will Smith - que não estava nada atraente - acabava de dizer que tinha encontrado a felicidade, abraçou o filho e o filme teve seu desfecho. E eu me perguntei o que de fato me fazia feliz? Eu deviria ter uma resposta imediata, mas nada me veio à cabeça, foi como quando e eu me confessei pela primeira vez que eu simplesmente não sabia o que dizer, o que é grave o suficiente para ser considerado um pecado - depois eu comecei a tomar consciência das coisas - eu sabia apenas que eu os tinha, mais não sabia quais eram; em outra ocasião eu deveria fazer três pedidos quase impossíveis, e eu tive que pensar por um longo tempo, até que encontrei. Até agora eu não sei o que de fato me faz feliz, eu fui até em busca dos pequenos prazeres da vida como fez a Amelie Poulan, encontrei alguns - algodão doce prensado, pipoca com manteiga que vende na praça, cheiro de livro velho - mas eu não acredito que essas pequenas coisas sejam a tal felicidade, pode ate ser uma felicidade fracionada.
Depois eu vi que eu me preocupo mais com a felicidade dos outros do que com a minha e isso é meio estranho, sei lá meio comensalismo.

Eu me sinto muito bem quando abraço alguém que precisa, é que precisa porque a maioria das pessoas não precisa somente do que o dinheiro pode comprar, abraços também são muito importantes, só da valor a um abraço quem nem sempre tem um, eu, você, e a maioria das pessoas que eu conheço, volta e meia são abraçadas. Outro dia desses eu fui abraçar, alguém (?) era um daqueles abraços rápidos que eu dou quando encontro alguém conhecido de que eu gosto na rua, só que dessa vez eu abracei e quando eu fui me afastar a pessoa me segurou mais um pouco, eu fiquei, e abracei mais forte. Sabe os bons abraços não são aqueles longos, ou que você abraça e fica balançando a pessoa para um lado e para o outro - confesso que esses abraços me deixam tonta às vezes -, ou ainda aquele de quebrar ossos. O que vale em um abraço não é a intensidade, mas a forma, é a verdade que envolve os braços em um abraço perfeito.
Putz! Eu fugi totalmente da minha idéia do inicio, mais se não fosse assim, eu não reconheceria essas palavras como sendo minhas, esse texto não seria meu.
Então, eu não sei se ainda vou postar esse ano e não gosto de mensagens de fim de ano, e nem tenho a esperança de que tudo se renova só porque é mais um dia no calendário, ou que eu terei paz por que usei branco na virada. Tenho para mim que todo dia é uma nova chance de dar uma virada na vida, de mudar tudo, mas se você acredita no que eu não acredito - vestir-se de branco, e nas mudanças do novo ano - eu te digo que tente no próximo ano : não ligar para as pessoas, abrace! Ou se você pensar como eu - que é possível se renovar a cada dia - tente fazer o mesmo, mas todos os dias, e sempre.
O Pe. Marcelo disse para que os fieis desejassem para as pessoas que eles não gostavam muito assim: Feliz Natal! Que o menino Jesus reine sobre a sua vida! Só que se fosse assim eu só poderia desejar isso para duas pessoas (?). Mas eu quero desejar isso para todo mundo exceto para aquelas pessoas que vêm aqui roubar meus textos --', brincadeira eu desejo para vocês também, então que o menino Jesus reine sobre a vida de todos nós \õ/ Amééém!


Ah desculpem a mensagem, mais eu sou meio O Grinch para Natal, porque eu ainda acredito que o importante nessa data é o nascimento de Jesus Cristo, e não um velho barbudo de roupa vermelha capitalista --'

Beeijos e XOXOXO - eu descobri que X= a beijo e que O = a abraços, putz, ta tudo banalizado mesmo, até o 'x' deixou de ser uma incógnita --'