quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Não entendo.
Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender.
Entender é sempre limitado.
Mas não entender pode não ter fronteiras.
Sinto que sou muito mais completa quando não entendo.
Não entender, do modo como falo, é um dom.
Não entender, mas não como um simples de espírito.
O bom é ser inteligente e não entender.
É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida.
É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice.
Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco.
Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.

- Clarice Lispector

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

500 days of summer.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

terça-feira, 24 de maio de 2011


Falo-te hoje sobre amor, mais não espere algo meloso, mais será regado de muito sentimento, não falo de um tipo de amor de contos de fadas, com um “feliz para sempre”, esse tipo de amor não existe nessa história, esse que te falo, é do tipo que parte teu coração em dois, logo de cara.

É aquele amor que te faz ter a certeza de que pertence a algo maior, bem maior, tão maior que foge do controle.

É amor diferente do de mãe, nem maior, nem menor, apenas diferente. Tem um pouco de amor de pai, afinal esse é o cara com quem você vai querer passar horas falando sobre o seu amor. É um amor maior do que o de namorados, porque te da à certeza de que é eterno. Tem um pouco de amor de amigo, até porque é bem melhor compartilhar esse amor com alguém, e nessas horas não a ninguém melhor que um amigo. É lamentável quando a amigo que não compartilha do mesmo afeto, mais ninguém é perfeito. A sempre alguém que escolhe o lado negro da força.

Esse amor é aquele pelo, qual volta e meia gera uma discursão, principalmente com o lado negro da força que eu já mencionei.

Falo desse amor, que te faz vibrar, xingar, chorar e ter fé, muita fé!

Em resumo esse é o amor de torcedor, mais não um tipo de torcedor qualquer, não, não, estou falando de uma “imensa torcida bem feliz”. Falo hoje do meu amor, pelo Gigante da Colina, o Clube de Regatas Vasco da Gama.

domingo, 1 de maio de 2011

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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

adaptar-se

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

500 days of Summer - my favorite ♥

domingo, 26 de dezembro de 2010

Pegue a sua calculadora.



Essa é a época do ano, em que se calcula o saldo positivo, em contraponto com o negativo. Diga-mos que quando se chega a uma certa idade, em que até mesmo o Natal perde o real sentido, e se torna uma data comercial, tudo o que se quer nesta época é as tais férias, principalmente quando se tem uma rotina puxada faculdade-prova-sol-maratona-desaforos, entre outros sinônimos de faculdade.
Bem o Natal ainda tem o real sentido para mim, que fique claro, é o nascimento do menino Jesus, com tudo mais que tem direito. Não, não é o dia do papai-noel da coca-cola. Não, não é para você ficar grudado na tv assistindo aos seriados, da Globo. Não, não é tempo de ficar escutando a Simone cantando: - então é Natal. Sim, sua mãe vai querer assistir o Especial do Roberto, que sim, está sendo banalizado – ele cantou com o Mc Leozinho, e Você não vale nada mais eu gosto de você – Não venha me dizer que ele é o “Rei” e pode fazer o que quiser – se ele estivesse esclerosado, sim - você não vê o Paul Mccartney se prestar a um papel desses, cantando com a Ke$ha, ou o Justin Bieber.
Curta a realidade do Natal, junte a família, lembre-se: a ceia de Natal não é para você comer feito um porco, e ter que desabotoar um botão da calça, o intuito é confraternizar com sua a família, não fique em um canto comentando o quanto sua tia é chata e te dá meias, meias são úteis e eu sei que você precisa porque volta-e-meia está com uma meia furada, eu sei que sua prima é uma piriguete, mais você não precisa ficar falando mal dela durante a ceia. Sua família não faz esse tipo de coisa? Sei bem como é a minha também não, então faça como eu, “file” a festa de Natal dos seus amigos – Obrigada Danielle – ou não, assista aos seriados bobos da Globo com sua mãe, e porque não?
E o Reveillon, vá por mim vista preto, já tem gente de mais desejando paz pro mundo por você, seja diferente, meus melhores anos são os que eu passei de preto – e sóbria -, faça um favor não jogue champanhe nas pessoas que estão de preto, elas vão te xingar, muito e desejar que seu ano seja uma merda – eu faço isso –
Então lá vou eu calcular o saldo do meu ano. De fato 2010 foi muito melhor que 2009, MUITO mesmo, eu prometi para mim – não foi crendice – que eu seria feliz, e de fato eu estou feliz, eu estou bem, mais eu fiz por onde merecer, afinal promessas que se faz a si mesma, são quase impossíveis de não se cumpri, você cumpre inconscientemente, e bem eu sou uma pessoa decidida, - decido, é, e pronto!- bom eu não viajei para ver o restante da minha família, não me orgulho disso, mais minhas férias estão chegando preu me redimir. Eu estou na faculdade – aêêê – no começo era o meu paraíso, minha válvula de escape, agora? Bem falto muito, tiro minhas férias volta e meia, por não aturar hipocrisia, é veja só, estudo para não ser hipócrita, com hipócritas, - aêê [2] - isso deve fazer parte da dinâmica de ensino da universidade. Toda regra tem sua exceção, de fato umas pessoas compensam as outras, e isso é o que me move a andar tanto em um sol escaldante. Não, não só isso, eu estou estudando no curso que eu sempre quis desde os meus 16 anos, e cada dia que estudo me apaixono mais pela carreira que escolhi. Voltando ao saldo da faculdade, bem, enfim tenho uma amiga oriental, sempre quis amizade com esse povo de olho puxado, amigos gays, sabe homofobia é uma idiotice, sério, os homossexuais com quem convivo são as pessoas mais inteligentes que eu poderia conhecer, e a regra de: “ diga com quem tu andas, que direi quem tu eis” definitivamente não se aplica, essa é a tal visão “empacotada” – Mídia e Cultura -, de fato não se pode contar com todo mundo, e eu uma iludida por amizade, quebrei a cara por isso, fazer o que né? É vivendo e aprendendo. É muito bom ter uma amiga que namora um japa – Toshi – que trabalha no lugar dos sonhos, também torna a faculdade mais tranqüila. E de fato, eu nunca fui quadrada, sempre fui mente aberta, e sempre achei preconceitos uma babaquice, mais nunca me imaginei amiga de um fumante, que volta e meia parece uma caipora, mais com quem eu me divirto horrores, o sem-cor é engraçado e sarcástico e apesar de ser um pseudo-racista é hilário. O pessoal da minha turma tem o riso frouxo, e para uma pessoa de humor difícil como eu, não é nada fácil de conviver, bem eu vou rir do que for realmente engraçado, e seja-mos francos, o vento não é engraçado! Eu resumo, com exceções eu realmente gosto muito da minha turma, gosto mais do que desgosto.
Esse ano fiz o que faço de melhor: amigos. Infelizmente me afastei de alguns, como diria Pe. Fábio: “ O tempo nem sempre respeita o que agente quer”. Sim me afastei, alguns por vontade outros por necessidade. Sinto falta dos que de fato fazem a diferença, mais esses eu posso contar, sempre. Bom quanto aos outros bem, às vezes é melhor se afastar do que brigar.
Ah meus amigos, poderia passar horas, e horas escrevendo sobre eles aqui, de fato antes de dormir, sempre faço minhas orações e vocês estão lá, todos os dias, afinal ter amigos “ é a certeza de uma oração por noite”, agradeço por ter vocês, e desejo vida longa a todos, juízo para alguns! Esse ano tive um dos melhores aniversários nesses meus 21 anos, consegui reunir todos vocês, nem que fosse combinado tinha dado tão certo. Obrigada a vocês, pelo simples fato de vocês respirarem – essa frase ficou sem concordância, dane-se! –
Minha família, continua a mesma, como um lápis – piada interna, minha e da minha mãe – mais de fato, minha mãe continua a ser mãe de verdade, dizendo que não vai fazer nada por mim, mais fazendo tudo. E meu pai, continua sendo o cara mais legal do mundo, sempre dando o máximo pra que tudo dê certo – e sempre dá graças a Deus -.
Enfim, esse ano foi BEM positivo, feliz, eu aprendi a me divertir, para estranheza de alguns. Então eu desejo que este ano seja pior do que o ano que vem. E que no fim das contas um fique competindo com o outro para ver quem é o melhor, e que o ano que está por vir, sempre vença o que já passou.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010



Pensei e repensei sobre postar essa foto do Marc-André Grondin, mais porque não? Afinal posto aqui o que eu penso e gosto, e aí está minha mais nova paixonite, ator canadense ao qual me foi apresentando hoje, através do filme C.r.a.z.y, certo o enredo do filme não é tão interessante, confesso que assisti até o fim por pura hipnose. Declaro então, minha paixonite por Marc-André Grondin.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

- crianças ruivas

listas.


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Eu e minha mania de criar listas, tenho listas do que eu gosto, do que eu não gosto, dos filmes que quero assistir, do que eu já assisti, dos livros que quero ler, dos que já li, dos lugares que eu quero ir, mais não dos que eu já fui, tenho até mesmo uma lista, de uma lista.
Um item de cada lista, para formar mais uma lista.
Picolé de Limão;
Jujuba azul;
Run Lola, run;
500 dias com ela;
Sem logo – Naomi Klein;
A sombra do vento;
Paris.
Tudo isso não necessáriamente nesta ordem.
Não me orgulho de ter tantas listas, mais eu digo que as tenho, enquanto tanta gente tem e diz que não tem. Um dia terei uma lista de listras ilustradas, e ponto final.



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segunda-feira, 1 de novembro de 2010





" esta é a nossa decisão de viver rápido e morrer jovem..."

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Sobre julgamentos,

Sobre isso não se fala, apenas se julga.

Quando se consulta o dicionário, sobre os muitos significados, da palavra, julgar a que mais me irrita é a 6. sentenciar (3). Tem algo mais injusto, do que “sentenciar” alguém a algo? Sentenciar seria como o Aurélio mesmo diz: 1. julgar ou condenar por meio de sentença. Agora eu me pergunto quem teria cacife suficiente para restringir uma pessoa a um julgamento? A um rotulo? Digo que não poderia haver sentença pior do que rotular alguém, resumir essa pessoa a algo, diminuir. Digo ainda que o pior do julgador seja sempre procurar o pior momento para a “restrição”, não a passado, que mude um pré-julgamento por completo. A sempre mais de uma forma de olhar uma pessoa, uma pessoa que gosta de julgar sempre vai escolher o pior momento, sempre vai olhar pelo ângulo errado, o momento do deslize, só para ter a certeza de que ninguém é perfeito. A função dos julgadores talvez seja lembrar as pessoas de que ninguém é perfeito, de que não adianta nem tentar, você sempre vai ser mal julgado, e olhando por esse ângulo, má pessoa um julgador não á de ser, mais a sempre mais de uma forma de se ver a mesma pessoa, como já foi mencionado, e um julgador tem apenas um lado positivo, e “n” lados negativos. Por isso que á apenas um julgamento do meu interesse, e esse julgamento não depende de nenhum, cordado. O julgamento que eu espero, é de alguém que eu nem sei definir, alguém que eu não vou definir, para não restringir, para não julgar, para não diminuir, para não rotular. Afinal, como julgar o próprio Deus? E por fim, não tenho cacife para isso.



sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Algo que não se vê todo dia,

ou você, vai me dizer que já viu um filhote de hipopótamo antes?

- Se eu fosse você diria que sim, só pra ser do contra.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Os verbos ser e fazer seriam um só,


eu sou a pessoa que some, que surta, que vai embora, que aparece do nada, que fica porque quer, que encurta uma conversa besta, que estende um bom drama, que diz o que ninguém espera e salva a noite, que estraga uma semana só pelo prazer de ser má.

Que acha quase todo mundo, meio perdido, meio sem alma, meio de plástico, meia boca. E espera impaciente ser salva por uma metade meio interessante que me tire finalmente essa sensação de perna manca. Existem duas pessoas em mim. O que faço e o que sou. Mas são almas feitas para serem somadas, não subtraídas. São pessoas diferentes que, aos olhos de muitos, são absolutamente iguais.

No entanto, tamanha semelhança não justifica tanta confusão. Caixas cheias, contendo toneladas de decepções são empilhadas a cada vez que o que eu faço entra em conflito com o que eu sou. Meu conselho para hoje é: que deveria-mos viver com a certeza de que tudo vai passar. Você acha que não vai aguentar, mais aguenta. Sei que da vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo, como foi dito por Fernando Pessoa: “Hoje não há mendigo que eu não invejo, só por não ser eu”. Mas passa, tenha certeza disso, até uva-passa. Volta e meia bate a vontade de encarnar numa samambaia, virar um paralelepípedo ou qualquer coisa inanimada, anestesiada, silenciosa. Então apenas perceba que do inicio desse texto, para o fim, mesmo que pouco, tanta coisa já mudou, e o inicio já virou passado. Cá está à prova que não sou apenas uma, de que tudo passa, até uva-passa.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Qual vida te interessa?

As preocupações que afligem as pessoas, em relação a vidas que não são as suas e que a elas não pertencem, juntamente com os livros de cronicas de Caio Fernando Abreu, me fez pensar em um concelho:
É chegado o momento de um surto de loucura, de ter um dia de louco. Oras porque?
Loucos Olham apenas para si, seus olhos são voltados para dentro, eles escutam vozes que existem apenas em suas cabeças, vêem coisas as quais só a seus olhos pertênce tão somente e exclusivamente a "eles" que são o centro de suas próprias vidas, até mesmo seus amigos são imaginários.
Apenas os loucos possuem olhos que passam a impressão de transpassar, a parede ocular do ser observado, um olhar insano, mais sábio, porque a única coisas que disperta o interesse de um louco, em uma outra pessoa é: " um par de órgãos gelatinoso situados entre a testa e o nariz*".
Talvez depois de um dia como louco, coloque a prova a sua própria sanidade, e você se pegue escolhendo o que realmente deseja ser, pode parecer cliché: "Mais não é possível, viver e ser normal ao mesmo tempo".

*Citação de Caio Fernando Abreu, extraído da cronica "Uma história de borboletas".

segunda-feira, 15 de março de 2010